Cidades
Uma rotina DA PESADA
Quando colocamos o lixo acumulado no dia a dia para fora de casa não costumamos nos interessar sobre a forma como é recolhido. Em Maceió, por exemplo, um exército de pouco mais de 1.500 garis, ou coletores, como gostam de ser chamados, trabalham dia e noite para garantir a coleta urbana. Em meio ao risco de acidentes com vidro, seringas, contato com substâncias perigosas, quedas, atropelamentos e até tiros, eles nem sempre são vistos. Ou melhor, percebidos pela população. Mas, caso não recolham o material dispensado são alvo de reclamação imediata. A atividade, que chega a ser discriminada, inclui ainda a varrição de ruas e a desobstrução de uma dezena de canais fétidos. Foi para descobrir quem são estas pessoas que a Gazeta acompanhou, nas últimas duas semanas, a rotina, as angústias e o que pensam esses homens e mulheres que garantem o seu sustento com o lixo descartado diariamente. ORIGEM O nome gari surgiu no Rio de Janeiro, ainda na época do império, quando o francês Aleixo Gary foi contratado para organizar a coleta na área urbana da cidade. Desde então, a prática ficou comum e o nome foi variando. Houve uma época que eram chamados de lixeiros, mas, nos dias de hoje, são tratados como coletores. Mas, se por um lado o adjetivo que qualifica o trabalho sofreu transformação, na prática eles são aqueles que recolhem os restos, as sobras, seja de alimentos, papéis, plástico, vidros, nem sempre embalados corretamente. Para evitar ou reduzir os índices de lesões, tanto a Superintendência de Limpeza Urbana (Slum), quanto às concessionárias que cobrem o serviço de limpeza urbana se esforçam para conscientizá-los do uso de proteção solar, luvas, botas, bem como do uniforme.