Cidades
MUDAN�A EM LIMITES DE MUNIC�PIOS GERA POL�MICA
José Cosmo dos Santos mora há 16 no Conjunto Margarida Procópio, oficialmente entre os municípios de Satuba e Rio Largo, e não quer nem ouvir falar na história de que seu domicílio pode mudar de cidade. ?Se puder, mudo até de cidade, mas não tenho interesse em ser morador de Rio Largo jamais?, diz. Maria Correia de Lima também não faz qualquer questão de mudar de município, embora planeje continuar morando no mesmo imóvel há 11 anos. ?Voto em Satuba, município que atende às minhas necessidades de cidadã. Do outro lado, a gente não resolve nada?, diz referindo-se a Rio Largo. José e Maria não se conhecem, mas têm se dedicado à discussão das consequências do estudo do Instituto de Terras (Iteral) baseado no qual de Rio Largo deve ampliar seu território e assumir, em momento posterior, os serviços de limpeza e iluminação destinados aos moradores de mais de 90% das casas do residencial. ?Não concordo com a mudança. Moro em Satuba. Aqui, tenho assistência médica e já tive apoio inclusive para a realização de cirurgia. Sou eleitor da cidade?, diz José Cosme. ?Aqui, a gente tem médico. O pessoal de lá (Rio Largo) vem para ser atendido aqui, quase todos os dias?, argumenta Maria Correia. Concordam com a necessidade de melhoria da infraestrutura do conjunto em que residem 2.700 famílias, mas também não criticam os poucos investimentos feitos por Satuba. ?Satuba não é município rico. Mesmo assim, mantém a limpeza mínima, coleta o lixo com regularidade?, defende José Cosme.