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Obra inacabada gera transtornos

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Em 2006, a sede do Tático Integrado Grupo de Resgate (Tigre), então localizada na Avenida Fernandes Lima, no prédio onde hoje fica a Central de Flagrantes, foi parcialmente destruído por uma explosão. Em 2012, outra explosão, desta vez na sede da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), no bairro do Farol, causou destruição e morte, vitimando a policial civil Maria Amélia Dantas. Este ano, o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol-AL) teme que uma tragédia volte a se repetir devido às condições precárias do prédio para onde foi transferida a Deic, num antigo convento, no bairro de Santa Amélia. Adquirido pelo governo do Estado, o imóvel passa por um processo de reforma que se alonga por cerca de oito meses, conforme revelou ontem, à Gazeta de Alagoas, um agente lotado no imóvel que comporta a parte de inteligência da Polícia Civil alagoana. A obra está sendo feita por homens que foram contratados pelo Estado como prestadores de serviço. Por vezes, os salários deles atrasam e a reforma, também. Há poucos dias, eles receberam os pagamentos que estavam em atraso e retomaram o trabalho. Não é necessário entrar no prédio para perceber as condições precárias do local. Na área externa do casarão, restos de construção dividem espaço com os carros dos servidores que lá trabalham. O ambiente insalubre tem prejudicado o bem-estar dos agentes. ?Tem alguns colegas nossos que até já faltaram ao trabalho por motivos de saúde?, revela um policial civil que não quis se identificar, temendo ser alvo de represálias. A obra inacabada gera ainda outros transtornos para os policiais civis, devido à infraestrutura do local estar incompleta. ?Como a parte hidráulica ainda não foi concluída, chegamos a ficar um ou dois dias sem água?, acrescenta o agente. O presidente do Sindpol-AL, Josimar Melo, explica que o fornecimento de água do prédio é feito por carros-pipa.

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