Cidades
Cinquentinhas invadem tr�nsito de Macei�
Circular pelas ruas e avenidas da capital alagoana é um grande desafio. Seja de carro ou de moto, os riscos e sustos são enormes. Em meio ao grande número de veículos, quem também sofre e normalmente leva desvantagem são os condutores dos ciclomotores de 50 cilindradas, as populares ?cinquentinhas?. Ninguém sabe quantos são os que as conduzem na capital. Entretanto, estima-se que, em todo o estado, já passam de 20 mil. Na verdade, até o momento, o número vem sendo ignorado pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), que sequer possui um setor de estatística com os índices de ocorrências violentas e até mortes de quem as conduzem. Tudo começou e piorou quando o órgão se disse incapaz de regulamentá-las, por falta de aparato logístico, mesmo sendo responsáveis legais. A partir daí passaram a responsabilidade para o Detran, que só tinha como parâmetro o que é cobrado para motos. As altas taxas levaram a categoria a se organizar e conseguir, na Justiça, uma liminar impedindo qualquer cobrança ou importunação. Atualmente, os condutores de cinquentinhas andam imprensados entre a faixa azul e a central. De um lado, ônibus e táxis aceleram o quanto podem. Na faixa central, motoristas se estressam com a possibilidade de terem seus retrovisores e pintura danificados. Se seguem para o limite entre a faixa central e a da esquerda, são os condutores de motos que, sem paciência, infernizam a vida deles. É que como são de baixa cilindrada, não têm a mesma arrancada.