Cidades
Movimentos sociais cobram moradias
Integrantes da União Nacional por Moradia Popular (UNMP) cobraram, na manhã de ontem, novas habitações e celeridade nas construções. A mobilização fez parte do Dia D de luta, celebrado em todo o País. ?Estamos de volta às ruas porque o poder público não tem levado em consideração a nossa situação. Estamos cansados de esperar respostas que nunca surgem e acabam provocando indignação?, destacou Eliane Silva, que integra a UNMP. A articulação do movimento acabou mobilizando centenas de pessoas, que seguiram em passeata do Cepa até o centro da capital. Antes, porém, os integrantes da marcha, que tomou a Faixa Azul da Fernandes Lima, ocuparam a Caixa Econômica Federal, no bairro do Farol. A parada estratégica foi a forma que encontraram para cobrar a ampliação do Programa Minha Casa, Minha Vida. Para representantes do movimento, o número de cadastros ainda é baixo. De acordo com eles, a grande preocupação envolve o fato de, este ano, ocorrerem as eleições, o que deve acabar dificultando a liberação de recursos, bem como o avanço dos processos de compra, legalização e assinatura de ordens de serviço. As lideranças revelam que, depois dos últimos despejos, centenas de famílias estão espalhadas pela casa de parentes e até em um assentamento, no Complexo Habitacional Benedito Bentes. ?Outros estão sendo obrigados a pagar aluguel, quando poderiam ter sido contemplados e pagar um preço justo para morar no que é seu?, destacou Eliane, enquanto acompanhava as famílias. A caminhada até o Centro acabou provocando lentidão no trânsito, em especial para o transporte coletivo.