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Retirada de partes de moinho volta a ser suspensa

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Os moradores e comerciantes prejudicados com o desabamento do silo do Motrisa, no bairro do Poço, preparam ações na Justiça, abaixo-assinado e manifestações de rua para reivindicar a retirada do moinho daquela área residencial e comercial. A preocupação imediata é voltar a ter acesso aos imóveis com segurança, mas os próximos passos serão garantir o pagamento das indenizações e impedir que a fábrica de farinha de trigo volte a funcionar naquele local. ?Essa fábrica não pode mais funcionar aqui, é perigoso, já sofremos com esse moinho há muito tempo, ele não deve mais existir aqui. Já estamos com as camisetas prontas (para o protesto) e vamos discutir o melhor momento de iniciar a mobilização popular?, informou a comerciante Telma Cedrim, uma das representantes dos moradores da Vila Nossa Senhora do Carmo, que está interditada desde o acidente, na segunda-feira à tarde. As vítimas criaram um grupo no WhatsApp para se organizar e já estavam combinando uma manifestação para hoje, às 15h. No entanto, alguns advogados sugeriram um pouco mais de paciência e os moradores decidiram realizar uma reunião, ontem à noite, para decidir se haveria ou não o protesto. Até o fechamento desta matéria, a decisão não havia sido tomada. ?O que a gente quer é o silo abaixo. A desvalorização dos imóveis é demais, também tem o perigo, de vez em quando a gente via aparecer como se fosse uma cicatriz na torre. Os moradores mais antigos avisavam à empresa sobre o problema faz muito tempo?, afirma Silvana Valença, uma das prejudicadas. Segundo os moradores, a empresa mente quando nega o aparecimento de rachaduras nos silos e quando afirma que nunca gerou transtornos para os vizinhos. ?Os silos só vivem cheios de remendos por causa de várias rachaduras que apareceram, já caiu até um pedaço de concreto em cima de um carro?, informa Fredson Jorge.

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