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Estudos acabam prejudicados

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À reportagem da Gazeta de Alagoas, Emanuely Rafaela da Silva disse que chegou a receber assistência de um agente de saúde do bairro, mas nunca se preocupou em fazer o pré-natal. ?A minha gravidez de gêmeos foi uma surpresa porque nunca fui ao médico?. A estudante contou ainda que o agente tentou prestar assistência durante a gestação. ?Ele sempre foi bastante prestativo e chegou a marcar uma última consulta pelo Serviço Único de Saúde (SUS), no dia 10 de janeiro deste ano, mas eu dei à luz um pouco antes?. A adolescente tem consciência de que o resultado da gravidez poderia ter sido diferente, caso tivesse feito todos os procedimentos médicos necessários. Quando questionada sobre o motivo de não ter ido ao médico, Rafaela confessou: ?Eu não queria ir às consultas porque me sentia envergonhada. Nas ruas, as pessoas olhavam para mim e diziam que eu era muito nova para estar grávida pela segunda vez, isso me deixava muito constrangida?. A coordenadora do Programa de Saúde da Adolescência em Alagoas, Martha Acioly, diz que é preciso tomar alguns cuidados durante a gravidez. Quando se trata de gestação precoce, a especialista afirma que as precauções devem ser redobradas. ?A garota deve procurar assistência pré-natal o quanto antes, realizar todos os exames, que normalmente são de sangue, urina, glicose, ultrassonografia do útero e da criança, além de outros procedimentos que podem ser solicitados durante o pré-natal?. O pré-natal pode ser feito gratuitamente pelo SUS. Para isso, segundo a coordenadora, o agente de saúde, responsável pela área onde a adolescente mora, deve ser informado sobre a gravidez, para encaminhar a gestante até o Programa de Saúde da Família (PSS) mais próximo. Rafaela está desempregada. De acordo com a avó, o marido da neta é beneficiário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em decorrência de sua deficiência intelectual, e, por isso, não pode trabalhar. * Sob supervisão da editoria de Cidades.

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