Cidades
Fatores sociecon�micos agravam situa��o
Em outubro do ano passado, o relatório Situação da População Mundial, intitulado pelo Fundo de População das Nações Unidas de Maternidade Precoce: enfrentando o desafio da gravidez na adolescência (UNFPA), revelou que a gravidez nesta fase da vida reflete, de forma considerável, na economia brasileira. De acordo com o estudo, o País conseguiria acumular R$ 7 bilhões a mais na arrecadação anual caso ?adolescentes adiassem a gravidez até depois dos 20 anos?. A pesquisa mostrou que, nos países em desenvolvimento, 70 mil meninas com menos de 18 anos morrem anualmente por causa de complicações na gravidez ou parto. Ainda segundo o relatório, 7,3 milhões de adolescentes se tornam mães a cada ano, no mundo inteiro. O mais preocupante é que, dentre elas, dois milhões são menores de 15 anos. Em Alagoas, de acordo com a coordenadora do Programa de Saúde da Adolescência, 25% dos partos registrados são de adolescentes, muitas vezes abaixo dos 15 anos, como apontou a ONU. O estudo anual revelou ainda, entre outras questões, que a gravidez sem planejamento é fruto da desigualdade social. ?Nas diferentes regiões do mundo, meninas pobres, com baixa escolaridade e residentes em áreas rurais têm maior probabilidade de engravidar do que suas contrapartes ricas, mais urbanas e com mais escolaridade?, informou o resumo do relatório, publicado em português. GS