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Pr�dios oferecem riscos � popula��o de Macei�

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Duas tragédias envolvendo o desabamento de construções marcaram a semana em Maceió. Na segunda-feira, dia 7, um dos quatro silos do Moinho Motrisa desabou, causando susto e prejuízos que ainda perduram na Avenida Comendador Leão, bairro do Poço. Na sexta-feira, 11, foi a vez da laje da Escola Estadual Maria das Graças de Sá Teixeira, no bairro do Feitosa, cair e deixar três pedreiros feridos. Os acidentes mostram que o maceioense não está livre dos riscos ocultos presentes em prédios e estruturas na capital, seja em construções públicas ou privadas. Em seu apartamento na Ponta Verde, o engenheiro civil Marcos Carnaúba aponta o dedo para a varanda. Ao redor do edifício onde vive, na companhia da doméstica, de uma cadela e de um papagaio (sua esposa faleceu há cerca de três anos), ele conta cinco prédios com problemas estruturais visíveis. Em uma das construções, o revestimento de cerâmica se desprendia da parede (um sinal perigoso, segundo ele) e em outras havia fissuras. ?Sabe o que é isso? É que hoje em dia se valoriza a arte plástica do arquiteto, mas não se dá o devido valor ao trabalho do calculista, que também usa a sua inteligência e conhecimento?, afirma. O resultado, diz ele, é que se constrói prédios muito bonitos em detrimento da segurança e da durabilidade. ?Nós temos exemplos como o edifício Brêda (no Centro), construído na década de 1950 e que, apesar dos problemas causados pela falta de manutenção, está em pé. Não acredito que os prédios feitos hoje tenham tanta durabilidade?, ressalta. Carnaúba conta que já teve de fazer socorro em um edifício situado no bairro de Pajuçara, uma das regiões mais valorizadas de Maceió, que perdeu um dos pilares de sustentação.

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