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Demiss�es no HU v�o fechar setores essenciais

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O Hospital Universitário (HU) pode ter de reduzir, a partir do próximo ano, o número de atendimentos ou fechar alguns setores essenciais - como a maternidade, as UTIs Neonatal e adulto, berçário intermediário e os setores clínico e cirúrgico - por causa da determinação da Procuradoria Regional do Trabalho (PRT) de demitir todo o pessoal de serviços prestados até o dia 14 de março. Segundo o diretor-geral do HU, João Macário, a situação do hospital já é difícil e deve piorar com a demissão desses servidores. ?A política de manutenção dos hospitais universitários por parte do governo federal é muito perversa?, reclama Macário, acrescentando que provêm das universidades os recursos para pagamento dos serviços prestados e com a demissão deles isso significa que a renda dos hospitais vai diminuir. Ele salientou que o HU tem, hoje, 270 funcionários, dos quais 70 são prestadores de serviço e terão de ser demitidos. Macário salienta que o governo autorizou um concurso para preenchimento dessas vagas, mas ficaram de fora funções essenciais como de motoristas, passadeiras, cozinheiras e outras. ?Para esses setores, um dos caminhos é a terceirização, só que isso vai onerar ainda mais os custos do hospital?. Atualmente, o HU tem um faturamento mensal de R$ 400 mil, mas suas despesas chegam a mais de R$ 600 mil. Apesar de ser credenciado ao SUS, o hospital se diferencia das outras instituições por estar obrigado a servir de laboratório para os cursos de graduação, residência e pós-graduação para os alunos de Medicina.

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