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Obra sem fim prejudica alunos

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Os professores e monitores do Centro Educacional Wandette Gomes de Castro, especializado na educação de portadores de necessidades especiais, no bairro do Poço, em Maceió, poderiam beneficiar outros 200 alunos além dos atuais 176 caso a reforma do educandário estadual, iniciada em 2011, já tivesse sido concluída. ?A construtora que pegou o serviço de reforma em 2011 o abandonou de vez em 2012, depois da constatação de que havia muita coisa errada na obra?, lembrou a diretora Araci Félix, que coordena os trabalhos de 32 professores e 33 monitores em local provisório, a Escola Benício Dantas, naquele mesmo bairro. Para a diretoria, o ?improviso estatal? tem prejudicado o trabalho dos servidores quanto à prestação de assistência ao público de alunos especiais. Se seus colaboradores já tivessem regressado ao prédio de origem, seria possível atender outros 200 alunos, dentre os quais 50 com autismo e 150 com deficiência intelectual. ?Essa é a demanda que surgiu durante a reforma. Em outros tempos, atendemos até 400 alunos?, explica a professora. ?E continuarmos com o prédio da Benício Dantas, teríamos capacidade para atender a pelo menos 800 alunos especiais?, complementa.

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