Cidades
Problemas em pres�dios agravam situa��o
Se para quem está preso a situação é de dúvida, para quem gerencia também não é fácil. A experiente delegada Rebeca Gusmão, que integra a equipe de delegados da Central de Flagrantes, destacou que um dos problemas da permanência dos presos nas distritais é a dificuldade de manter a ordem. ?Não deixamos, por uma questão de segurança, entrar nenhum material externo. Mas não há um padrão para isso?, observou a delegada. Rebeca acompanhou a criação da Central de Flagrantes e lembrou que a proposta era que, de fato, funcionasse como uma ?casa de passagem?. ?Lembro-me que, até setembro e outubro do ano passado, conseguíamos garantir uma permanência de 24h. Mas o problema acaba sendo no final, ou seja, no sistema prisional, que enfrenta problemas com disponibilidade de vagas?, apontou Rebeca. Entre a prisão em flagrante e o destino final existe a Casa de Custódia 2, onde o preso aguarda a definição da Justiça para seguir às unidades prisionais. O problema é que, também lá, há dificuldades com a transferência dos detentos para o sistema prisional. Deste modo, a alternativa que havia sido articulada, mas não saiu do papel, seria a construção da Casa de Custódia 3, por trás de onde hoje funciona o 5° Distrito Policial, no Cleto Marques Luz. A Gazeta esteve no local e observou que a construção está parada. Recentemente chegaram um pouco de brita e areia, o que sugere que a obra pode ser retomada. Entretanto a reportagem apurou que até algumas grades, que já haviam sido colocadas, foram tiradas para atender a outro prédio. Enquanto isso, o mato crescido toma conta da área.