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Trigo apodrece e insetos infestam �rea do Motrisa

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Duas semanas se passaram e o trigo apodreceu. Quem trabalha ou mora próximo ao Moinho Motrisa sofre com o forte cheiro azedo e a infestação de insetos que se multiplicam desde o desabamento do silo da fábrica. Com a chuva dos últimos dias, muito trigo desceu pelo canal do Riacho do Sapo, levantando suspeitas de que a retirada do cereal anunciada pela Defesa Civil não foi suficiente para desobstruir o córrego. Enquanto os erros de cálculo e de projetos adiam sucessivamente a retirada das duas placas de concreto que ficaram penduradas na torre, os moradores sofrem sem poder voltar para as casas interditadas e os comerciantes amargam prejuízos. É o caso do posto de combustíveis que antes abastecia mais de cem veículos numa manhã, mas agora só atende de dez a quinze carros no mesmo período por causa da interdição da Avenida Comendador Leão. O frentista José Carlos Farias mostrou ontem a grande quantidade de trigo que ainda corria pelo riacho e reclamou dos efeitos da putrefação do cereal. ?Ninguém aguenta mais o mau cheiro podre do trigo porque o riacho passa por trás do posto. Quando o sol esquenta é horrível, eu fico até com o estômago doendo de respirar esse veneno?, afirma. Segundo José Carlos, a presença de insetos e pombos na região aumentou bastante. ?Desse jeito, o perigo de contrair doenças é demais?. Uma das moradoras que tiveram a casa interditada, a produtora cultural Silvana Valença voltou ao local interditado, ontem, com medo que a chuva aumentasse. ?Chovendo fica mais complicado, o risco do Riacho do Sapo transbordar e invadir nossas casas é grande, o córrego está parcialmente obstruído. Eu não entendo como puderam deixar tanto trigo espalhado perto do canal?.

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