Cidades
Policiais federais param
Os policiais federais de Alagoas iniciaram greve por tempo indeterminado, ontem, para cobrar do governo federal o respeito a uma lei aprovada em 1996 pelo Congresso Nacional, que garante aos agentes, escrivães e papiloscopistas a mesma remuneração depositada na conta de servidores de nível superior. ?Esses três cargos são de nível superior, mas seus ocupantes, em Alagoas e nos demais estados, não recebem remuneração adequada porque o governo insiste em não regulamentar uma lei há muito tempo aprovada?, critica o policial Jorge Venerando, presidente do sindicato da categoria. Venerando explica que, em 2003, agentes, escrivães e papiloscopistas da PF recebiam acima dos valores pagos aos agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Seus salários também eram equivalentes aos servidores da Receita Federal em funções de nível superior. Atualmente, reforça o sindicalista, a disparidade entre as remunerações pagas aos agentes da PF e aos da Abin é de 50%. ?Infelizmente, nossos vencimentos estão muito defasados. O governo vem com a proposta de reajuste de 15,8%, correspondente a perdas inflacionárias. Em 2013, dissemos não à proposta. Este ano, rejeitamos de novo?, explica.