Cidades
Mutir�o faz reconhecimentos de paternidade
A espera será de pelo menos 60 dias. Nesse prazo, 70 crianças saberão exatamente de quem são filhas biológicas. Com isso, poderão ser acolhidas por seus pais verdadeiros, cujos nomes serão colocados em seus registros de nascimento. Os supostos pais respondem a processos de reconhecimento de paternidade nas Varas de Família, centros de conciliação e Núcleo de Promoção à Filiação de Maceió, e participaram, ontem, do Mutirão da Paternidade. No evento, realizado pela Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal), por meio de sua coordenação de projetos especiais, foi feita a coleta de material genético das mães e supostos pais dessas 70 crianças. A coordenadora do mutirão, desembargadora Nelma Padilha, disse que foram selecionados 170 processos, mas pela ausência de uma das partes ou de ambas, o total de exames foi menor que o previsto. Agora, os supostos pais que não compareceram ao mutirão podem ser convocados a fazer o teste de paternidade por ordem judicial, ou seja, caberá ao juiz da Vara de Família responsável por cada processo decidir de que modo as ações de reconhecimento serão encaminhadas após a mobilização da Esmal. A desembargadora ressaltou a importância dos testes de paternidade, que podem obrigar o pai da criança a garantir a assistência prevista em lei.