Cidades
Retirada de placas consome mais um dia de trabalho
Um dia inteiro de trabalho. Esse foi o tempo gasto pelos operários para tirar parte da maior estrutura que ficou pendurada de um dos silos do Moinho Motrisa que desabou no dia 7 de abril. No início da noite, por volta das 18h, ela foi retirada e trazida cuidadosamente ao solo. Foram quase 12 horas de trabalho, até que parte do maior pedaço fosse completamente desligado do resto do silo, que ainda está ligado a outros dois que permanecem intactos. A operação foi realizada por dois operários que se revezavam no uso de furadeiras e serras elétricas. Sob o sol forte, em intervalos de 30 minutos eles paravam e verificavam onde ainda existiam estruturas metálicas a serem atacadas. Somente no período da tarde, exatamente às 16h25, com o auxilio de um dos guindastes, a estrutura deu sinais de que estava se soltando. Em alguns momentos ela balançava como uma janela, para dentro e para fora. Mas, até a conclusão do corte, foram mais duas horas de trabalho. Todo o trabalho dos dois operários contou com o apoio de outros três colegas, que estavam sobre outro silo. Eram eles quem forneciam água e orientavam o operador do guindaste que sustentava a peça de concreto para que iniciasse pequenos movimentos, similares a uma dobradiça. Após a retirada, os trabalhos foram suspensos e serão retomados na manhã deste sábado. Não se sabia, até ontem, se os trabalhos serão concluídos hoje. Enquanto isso, todo o trânsito na região continua interditado, assim como as 27 residências e pontos comerciais atingidos.