Cidades
Placas de silo s�o retiradas, mas �rea segue interditada
A Defesa Civil reduziu o raio de isolamento da área de risco no entorno do Moinho Motrisa, mas a tão esperada remoção das placas de concreto que ficaram penduradas no silo da fábrica não surtiu o efeito desejado por moradores e comerciantes. Apenas uma pequena parte dos pontos comerciais foi liberada. A Avenida Comendador Leão e a Vila Nossa Senhora do Carmo continuam interditadas por tempo indeterminado. Ontem, os moradores atingidos deixaram a rede hoteleira e se mudaram para casas alugadas pelo moinho. O coordenador da Defesa Civil Municipal, Dinário Lemos, explica que agora será necessário demolir a parte de cima da torre que desabou no dia 7 de abril. Após a retirada mais urgente das duas placas que estavam penduradas, os engenheiros permitiram a redução da área de isolamento em cerca de 150 metros (50 metros no trecho próximo ao posto de combustíveis e 100 metros do outro lado, próximo ao Senai). A loja do comerciante Severino Ricardo pôde finalmente abrir as portas ontem, após três semanas, mas ele ainda não enxerga razões para se alegrar. ?O prejuízo é incalculável, temos duas lojas na área de risco e deixamos de faturar cerca de R$ 8 mil por dia, estamos procurando o moinho para conversar, mas se não chegarmos a um acordo, acionaremos a Justiça?, afirma Severino. O empresário completa que está em apuros para pagar os fornecedores já que parou de arrecadar por causa da interdição das lojas. ?Ainda estou conseguindo convencer alguns fornecedores a prorrogarem os títulos, mas outros levaram para protesto e a gente simplesmente não tem como gerar recursos para pagar as contas. Temos 14 funcionários aqui, são 14 famílias prejudicadas. Isso sem contar a minha?, reclama Severino. Uma das vítimas mais prejudicadas do acidente, a aposentada Judite Maria da Silva, ainda estava aflita, na expectativa de retirar a cama e o colchão para colocar na casa alugada. Questionada se espera voltar para casa logo, ela responde de pronto: ?Com esse moinho assim? Volto nada. Para ele cair de novo? Nenhum morador quer voltar?, resume.