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Munic�pios n�o v�o cumprir prazo para fim dos lix�es

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Maragogi ? A quatro meses do fim do prazo para que os municípios brasileiros acabem com os lixões, apenas dois (Sertão e Região Metropolitana) dos sete consórcios intermunicipais criados para a construção dos aterros sanitários em Alagoas têm condições de cumprir com a determinação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabelecida por meio da lei nº 12.305, de 2010. A equação é simples: se em quatro anos as prefeituras não conseguiram viabilizar os equipamentos, certamente não o farão em quatro meses. ?É praticamente impossível?, asseverou o gerente-geral do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte de Alagoas (Conorte), Aderson França. Dos 16 municípios que integram o consórcio, até agora, apenas seis cumprem com os repasses financeiros destinados a manter o quadro funcional da entidade, bem como a operacionalização dela. ?O presidente do Conorte (prefeito de Japaratinga, Newberto Neves) está desesperado porque das três convocações para discutir a construção do aterro sanitário, em nenhuma delas houve quórum?, lamentou França. A exigência da construção dos aterros sanitários foi debatida ontem, durante a reunião pública, no hotel Praia Dourada, em Maragogi. O encontro serviu à validação do diagnóstico de resíduos sólidos para a região Norte. O evento encerrou a série de reuniões cujo objetivo é elaborar o Panorama de Resíduos Sólidos do Estado de Alagoas. Segundo o gerente técnico da Floram Engenharia e Meio Ambiente, Augusto Braga, à exceção do consórcio do Sertão e da região Metropolitana de Maceió, os demais ainda estão em fase de maturação.

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