Cidades
Estado descumpre ordem judicial e deixa menina sem insulina
A professora Izabel Rejane Albuquerque Lins denuncia o descumprimento de uma ordem judicial, despachada há cerca de cinco anos, que garante à sua filha, Maria Clara Albuquerque Lins Rosas e Silva, de 7 anos, o direito de receber do Estado materiais para o tratamento de diabetes do tipo 1. Segundo a educadora, o tratamento da filha deve ser feito com dois medicamentos, a insulina Lantus, que tem de ser tomada uma vez por dia ? sendo esta responsável por repor a insulina que é produzida naturalmente pelo organismo, o que não acontece com as pessoas que possuem diabetes do tipo 1 ? e a insulina Novorapid, que pode ser substituída, sem prejuízos à saúde da garota, pelos tipos Apidra e Humalog. Além disso, a garota precisa fazer testes de glicemia oito vezes ao dia, o que representa um gasto mensal de aproximadamente R$ 650 com fitas glicêmicas. Entretanto, segundo Izabel, apenas a insulina do tipo Lantus está sendo fornecida, os outros materiais têm de ser comprados com recursos próprios, já que, ainda segundo ela, estão em falta há três meses na Farmácia de Medicamentos Excepcionais de Alagoas (Farmex), ligada à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). De acordo com a médica endocrinologista Eliziane Leite, as insulinas análogas utilizadas no tratamento da garota são as mais recomendadas pela Sociedade Brasileira de Diabetes no tratamento de crianças, gestantes e adolescentes, pois reduzem os casos de hipoglicemia ? queda de açúcar no sangue ? que comprometem a qualidade de vida dos pacientes, por causa das sensações de tontura e suor frio, e ainda oferecem riscos de morte. * Sob supervisão da editoria de Cidades.