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Beb� que lutou por UTI n�o resiste

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A dor tomou conta de uma família da cidade de Atalaia que, na manhã de ontem, enterrou o pequeno William Almeida Bonfim, de apenas 22 dias de vida. A criança nasceu com problemas cardíacos e respiratórios e precisava ser encaminhado para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo os pais de William, a demora em encaminhá-lo para o tratamento médico adequado agravou o estado de saúde e fez com que o recém-nascido não resistisse. A mãe do bebê, Denise Cândido, contou que fez o pré-natal durante os nove meses de gestação e no dia 9 de abril, deu à luz ao menino, nascido no Hospital João Lyra Filho, em Atalaia. Assim que a criança nasceu, os médicos constataram problemas cardíacos e respiratórios. ?Depois que William nasceu, eu ainda consegui vê-lo, mas os médicos explicaram que por causa dos problemas que ele apresentou, ele precisaria ficar numa UTI e passar por exames e cirurgia. E como no hospital não havia UTI, nós teríamos que levá-lo para Maceió?. Cerca de dois dias depois do nascimento do bebê, o hospital teria fornecido apenas uma ambulância para a transferência da criança, conforme explicou Denise. ?A única coisa que o hospital cedeu foi uma ambulância e o motorista. Nenhum médico ou enfermeira acompanhou a viagem. Meu esposo acompanhou e minha mãe foi quem levou William nos braços, com muito cuidado pois além de recém-nascido, ele estava bem fraquinho?. A Clínica Infantil Santa Maria, localizada no bairro do Poço, recebeu a criança enquanto a família tentava conseguir uma vaga numa UTI de qualquer hospital da capital Denise reclama de descaso por parte da Secretaria Municipal de Saúde de Atalaia, pois afirma ter procurado o órgão e a resposta recebida foi de uma funcionária, informando não poder ajudá-la. Mesmo sendo recomendado descanso por conta do pós-parto, a mãe do bebê foi até Maceió onde procurou a Defensoria Pública e conseguiu um ofício solicitando que o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HU) viabilizasse um leito na UTI no prazo de 24h. ?Já se passavam 15 dias na espera por uma vaga e no desespero, decidi procurar a imprensa. Só depois disso, conseguimos levá-lo para a UTI do Hospital do Açúcar, mas o estado de saúde dele estava muito complicado e ele não resistiu?, contou a mãe.

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