Cidades
Chuvas causam transtornos e estragos na capital e interior
A previsão de chuva da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) para ontem, na capital, era de 70 a 75 milímetros, durante o dia. No meio da tarde, o pluviômetro marcava 106 milímetros, dos quais 78 milímetros caíram num intervalo de quatro horas durante a manhã, informou Dinário Lemos, coordenador da Defesa Civil Municipal. Foi um volume de água suficiente para que velhos problemas da cidade voltassem à tona, como alagamentos e deslizamentos de barreiras. Alguns nem tão antigos assim, como a invasão de barro e lama na Avenida Pierre Chalita, inaugurada há poucos anos. A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) bloqueou um dos sentidos da via para que as máquinas realizassem o serviço de limpeza. A operação é por tempo indeterminado. A SMTT também controlou o tráfego ? que se tornou caótico em vários pontos da cidade ? em localidades como a Avenida Miguel Palmeira, no Farol, e na Praça da Maravilha, no Poço, onde uma cratera se formou e oferecia riscos aos motoristas. Devido aos transtornos causados pelo excesso de chuva, Dinário Lemos conta que, até a tarde de ontem, a Comdec havia recebido 42 ligações, número muito alto para um único dia. ?Estamos monitorando as áreas de risco de Maceió e graças a providências como a limpeza, recuperação de galerias e escadarias, a situação está sob controle?, ressaltou. Conforme a Defesa Civil Municipal, foram registrados deslizamentos de barreiras no Mutange, Flexal de Cima e Carminha. Casas foram destruídas, porém, não há vítimas. No Benedito Bentes e em outros bairros, árvores foram derrubadas pela ação da natureza. O coordenador da Comdec diz que espera chuvas para os próximos quatro meses. No entanto, em Maceió, neste fim de semana, a previsão é de céu nublado, com chuva fraca.