Cidades
Colhendo bons frutos
Nem só de aulas vivem as instituições de ensino profissional e superior de Alagoas. Elas também desenvolvem pesquisas reconhecidas nacionalmente e alimentam sonhos de seus idealizadores em viabilizar a aplicabilidade dos estudos em prol do desenvolvimento social. Em dezembro do ano passado, as estudantes Luana Oliveira, Luciana Almeida, Samantha Mendonça e Taísa Tenório, do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) de Palmeira dos Índios tiveram suas pesquisas científicas reconhecidas nacionalmente, depois de participarem do quadro Jovens Inventores, do programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo de Televisão, e da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), promovida pela Universidade de São Paulo (USP). A pesquisa ?A Utilização do Mussambê como Planta Atrativa no Controle Biológico da Praga da Couve? foi desenvolvida em 2012, quando Luana Oliveira e Luciana Almeida cursavam o Técnico em Edificações e eram bolsistas do Laboratório de Análise e Pesquisa em Desenvolvimento Ambiental do Ifal. Segundo a coordenadora do curso de licenciatura em Ciências Biológicas do Ifal, Sheyla Coelho, responsável pela orientação das estudantes, o resultado do projeto foi uma surpresa: ?O foco da pesquisa era acompanhar o processo de crescimento da lagarta Ascia monuste orseis, conhecida popularmente como praga-da-couve, muito comum no Campus do Ifal em Palmeira dos Índios?. Para dar início ao projeto, a professora resolveu fazer um criatório da lagarta no laboratório do instituto. Com isso, descobrir o que servia para a alimentação da branquinha, como também é chamada a espécie pelos agricultores, era tarefa fundamental. ?Nós colocamos uma pequena lagarta dentro de um recipiente de vidro junto com uma folha de couve e, outra, de mussambê. Daí, constatamos que a lagarta preferia a planta típica da caatinga à couve?, disse. * Sob supervisão da editoria de Cidades.