Cidades
MULHERES ESCOLHEM SER M�ES EM TEMPO INTEGRAL
Em comum, elas têm o fato de pertencerem à classe média e de não abrirem mão de acompanhar cada passo de seus filhos. Escolher ser mãe em tempo integral pode ser visto como um ato de loucura num momento em que as mulheres conquistam cada vez mais espaço e são cobradas profissionalmente. No entanto, elas enfrentam as pressões e não têm medo das renúncias, desde que a educação e o bem-estar dos seus pequenos estejam em primeiro lugar. Ainda assim, têm que ouvir desaforos do tipo ?mas você não faz nada?, mesmo depois de um dia de que inclui o trajeto a escola e consultórios médicos, a alimentação das crianças, o banho e as tarefas escolares. Elas são as supermães. Uma dessas mulheres é Vânia Gonçalves Medeiros, de 37 anos. Ela acredita que de nada vale um casal profissionalmente bem-sucedido se os filhos ficam em segundo plano. A mãe de Natália, 10, Nicolas, 7, e Natan, 5, trancou a faculdade de Arquitetura para ?trabalhar? como mãe, ?profissão? que a faz acumular as funções de babá e motorista da criançada. Esposa de um fiscal de renda, ela diz que como tem uma situação financeira confortável, é feliz em poder optar por passar a maior parte do tempo cuidando dos filhos. ?Pedi à última empregada que tivemos para fazer um copo de leite com chocolate para meu filho e ela acabou colocando massa de bolo no leite, mesmo sabendo ler?, relata. Como tem carro e leva os três filhos à escola, ela diz que ainda pode ajudar no orçamento familiar, graças à economia que proporciona. ?Uma van escolar cobra R$ 150 para transportar cada criança. Como temos três, a despesa mensal, só com transporte, seria de R$ 450?, calcula. A jornada de Vânia começa às 6h. É ela quem faz o café da manhã das crianças e cuida de deixá-las na escola. Quando volta para casa, nada de folga. É hora de arrumar os guarda-roupas e armários da família. Recém-chegada de uma viagem ao Sul do país, ela mostra os móveis espalhados pelo confortável apartamento, no bairro do Farol, que ela zela pessoalmente.