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Fam�lias vivem sob risco em edif�cio condenado
Foi na manhã chuvosa do dia 19 de julho de 2013 que teve início uma tormenta para os sem-teto que vivem, atualmente, no antigo prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), localizado na Praça Palmares, em Maceió. Nesta data, policiais militares montados a cavalos e em motocicletas, munidos de bombas de efeito moral, fizeram valer o mandado de reintegração de posse expedido pela juíza Maria Valéria Lins Calheiros, da 5ª Vara Cível. O mandado referia-se a um terreno localizado entre os conjuntos Santa Lúcia e Jardim Petrópolis, com 50 hectares, pertencente à construtora Lima Araújo e que havia sido invadido pelos sem-teto integrantes do Movimento Via do Trabalho (MVT), no dia 27 de maio de 2013. Na área viviam mais de mil famílias, que foram expulsas pela força esmagadora de 250 homens da Polícia Militar (PM), com apoio da Polícia Civil (PC) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Alguns tentaram resistir com pedaços de pau, foices e até inchadas, mas logo foram dispersados pela polícia, que destruiu o acampamento. Despejados da área, os sem-teto dirigiram-se à sede da Eletrobras Distribuição Alagoas, no bairro da Gruta de Lourdes, onde permaneceram por dois dias, reivindicando moradias. De lá, resolveram invadir o antigo prédio do INSS, no dia 21 de julho, onde permanecem até hoje. Naquela época, cerca de 500 famílias refugiaram-se no edifício. O prédio estava desocupado, porque havia sido condenado pela Defesa Civil. De lá para cá, a situação das famílias e da estrutura do prédio só piorou. Atualmente, segundo informações de Marco Antônio da Silva, o ?Marrom?, líder do MVT, cerca de 120 famílias vivem na antiga sede do INSS. * Sob supervisão da editoria de Cidades.