Cidades
MLST protesta contra fim de feira
Maragogi ? As ruas centrais de Joaquim Gomes, na região Norte do Estado, amanheceram, ontem, repletas de frutas e verduras. Sobre lonas, os alimentos foram expostos para a venda, ali mesmo, no chão. Essa foi a maneira encontrada pelos agricultores ligados ao Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) para protestar contra a proibição de se realizar a Feira da Reforma Agrária na Rua do Comércio, Centro da cidade. Segundo o movimento social, a proibição partiu da prefeita interina Ana Genilda (PMDB), por recomendação do juiz da Comarca, Gilvan de Santana. O magistrado estaria preocupado com a violência no município e teria alegado que a feira atrapalha a livre circulação de viaturas das polícias Civil e Militar, além de ambulâncias. Depois de ocuparem as ruas com os produtos advindos das áreas da reforma agrária e de acampamentos espalhados por Joaquim Gomes, os manifestantes rumaram em direção à prefeitura e ocuparam também a sede do Poder Executivo. Eles foram recebidos pela prefeita e pelo secretário de Agricultura, Neto Gonzaga. Ficou acertado que os camponeses poderão realizar a Feira da Reforma Agrária na Praça Laurentino Gomes de Barros. A negociação pôs fim ao protesto, mas, segundo o coordenador estadual do MLST, Josival Oliveira, os trabalhadores rurais continuarão mobilizados para retornarem à Rua do Comércio.