Cidades
Morda�a � usada em protesto
A paralisação de 24 horas, com direito a elefante branco inflável na sede da Polícia Federal (PF) em Jaraguá, ontem, foi apenas um prenúncio da bagaceira que os policiais federais podem causar durante a Copa do Mundo e o período eleitoral. A categoria se mobiliza no Brasil inteiro para entrar em greve por tempo indeterminado, com operação padrão nos aeroportos, fronteiras sem fiscalização, investigações e oitivas de suspeitos paradas, emissões de passaportes, carteiras de estrangeiros e certidões de nada consta suspensas. Cerca de cem agentes, escrivães e papiloscopistas da PF que atuam em Alagoas protestaram ontem, com mordaças e vendas nos olhos, contra o governo federal, representado pelo Ministério da Justiça e pela direção geral da PF. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais de Alagoas (Sinpofal), Jorge Venerando, o uso das mordaças sintetiza as ameaças que a categoria vem sofrendo. ?O ministro da Justiça (José Eduardo Cardozo) e o diretor geral da PF (Leandro Daiello) querem nos amordaçar com a utilização da Lei de Segurança Nacional, dizendo que vão nos prender se a gente entrar em greve no período da Copa do Mundo?, diz Venerando. Os policiais também denunciam ameaças de demissões e de cortes de salários por parte do governo central.