Cidades
M�ES APRESENTAM PERFIS VARIADOS
Trabalhando há mais de 15 anos como obstetra e ginecologista, Everaldo Mascarenhas convive com mães e futuras mamães com características bem distintas. Entretanto, afirma que o perfil do tipo de mãe que ele encontra todos os dias nos consultórios das redes pública e privada não tem mudado no últimos anos. Com o trabalho exercido na Maternidade Santa Mônica, o médico se depara com mães ainda adolescentes, que na maioria das vezes engravidam sem querer, e com muitos filhos. ?Na rede SUS é sempre o mesmo tipo de mãe, que mal saiu da adolescência e já está esperando um filho. São despreparadas, amedrontadas com o futuro e costumam ter entre 3 e 4 filhos. As mulheres de renda mais baixa têm acesso aos métodos contraceptivos, mas ainda existe a cultura de não usar camisinha, nem anticoncepcionais?, declarou o médico. Já na rede particular, onde também presta atendimento, as mães apresentam características contrárias. Geralmente são mais velhas, escolheram engravidar e pensam em ter cerca de dois filhos, no máximo. As mães jovens e carentes dificilmente passam pela gestação sem contrair algum tipo de problema. É comum apresentarem quadros de anemia, pressão alta e infecção urinária. A dificuldade para realizar o pré-natal pelo SUS acaba sendo um agravante. Segundo o médico, as condições existentes na gestação refletem diretamente na formação das mães e filhos. ?Mães que não fazem pré-natal, que engravidam muito novas, que não têm acesso à alimentação de qualidade geralmente precisam lidar com o nascimentos de crianças prematuras, desnutridas e com saúde debilitada. Para piorar, as mães ainda são despreparadas, imaturas e tudo isso colabora para o futuro da família que está sendo construída?, explicou Everaldo.