Cidades
CNJ volta a comprovar problemas na Unidade de Interna��o Masculina (UIM)
O Poder Judiciário voltou a cobrar do governo de Alagoas seriedade e agilidade nas políticas de ressocialização de menores infratores. ?O Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo está sendo descumprido de A a Z. É uma bomba relógio, prestes a explodir a qualquer momento?, disse, ontem, a juíza Ana Cristina Borba Alves, coordenadora do Mutirão Eficiência e Socioeducação, realizado no estado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A declaração dela, divulgada por meio da assessoria do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), foi feita durante visita à Unidade de Internação Masculina (UIM) que, na última quarta-feira (14), voltou a enfrentar rebelião de internos. O juiz Márcio da Silva Alexandre, do Departamento de Monitoramento Socioeducativo do CNJ, que acompanhou a visita de ontem, ressaltou ser a terceira vez que foi à UIM. ?Todas as vezes nos decepcionamos, e cada vez a decepção é maior?, afirmou o magistrado. Os dois ouviram queixas de maus-tratos e agressões, e comprovaram que os internos continuam mantidos quase 24h em alojamentos insalubres. Os internos disseram que teriam sido agredidos pelos monitores, após a inspeção realizada no início do mês, antes do mutirão, como represália pelo que relataram às autoridades. O mutirão, que será encerrado hoje, mostrou a completa falta de estrutura das unidades de atendimento socioeducativo. Para a juíza Ana Cristina Borba, as condições oferecidas para cumprimento das ações previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente não permitem a ressocialização dos menores infratores.