Cidades
Protesto contra a Copa do Mundo fecha a Ufal
Estudantes e funcionários da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) aderiram ao Dia de Luta Contra as Injustiças da Copa e fecharam os portões do campus universitário de Maceió, ontem pela manhã. Seguindo o mote da campanha que tomou conta das principais cidades do país, os manifestantes denunciam os gastos milionários, a corrupção e o desvio de recursos públicos em detrimento da falta de recursos para setores essenciais, como, no caso deles, a educação pública de nível superior. O Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal) deu ênfase à greve da categoria. ?Nós estamos mobilizados aqui para dar visibilidade à nossa greve que já dura 60 dias e o governo Dilma não nos recebe?, reclama a diretora de Administração e Finanças do Sintufal, Nadja Lopes. Segundo Nadja, os funcionários de instituições federais de ensino superior de todo o país tentam negociar há 1 ano e 8 meses, já tiveram 32 reuniões com o governo e não aguentam mais esperar. ?Depois de tudo isso, eles ainda pediram mais quinze dias para decidir?, reclama. ?Na última negociação em 2012, o governo impôs um reajuste de 15% para ser dividido em 2013, 2014 e 2015. Isso é menos do que a inflação do período, a nossa principal reivindicação é antecipar a parcela de 5% do ano que vem para 2014?, completa Nadja.