Cidades
Mutir�o agiliza conclus�o de processos
Maria das Neves da Conceição tem 45 anos e nunca tirou a certidão de nascimento. Teve um problema de saúde grave e não consegue internação hospitalar por não ter nenhum documento. Há nove meses, descobriu que precisa de um transplante de fígado e começou a luta contra o tempo e a burocracia para conseguir se registrar como uma cidadã brasileira. A empregada doméstica natural da Fazenda Boa Hora, no município de Cajueiro, chegou ontem ao mutirão de atendimento da Defensoria Pública, na Gruta, com o que lhe restava de força e esperança para conseguir resolver essa questão de vida ou morte. ?O meu fígado está parado e os órgãos ficam inchando. Esse mutirão pode salvar a minha vida?, resumiu das Neves. Ao ouvir declarações como esta, a defensora do Núcleo de Atendimento Inicial, Taiana Melo, destaca a importância e a necessidade urgente de trabalhos assim. ?É a inclusão social, fazer valer o direito dessas pessoas e até fazê-las conhecer os seus direitos, de incluí-las como cidadãs?. Com a parceria de cinco juízes voluntários e o apoio de estudantes do Núcleo de Práticas Jurídicas da Fits, a Defensoria agilizou a conclusão de 200 processos de pessoas que não têm condições financeiras de contratar um advogado. Apesar da gravidade do problema de Das Neves, a providência que pertine à Justiça é bem simples: emitir a certidão de nascimento, o que aconteceu ontem mesmo.