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O abismo entre a realidade e os objetivos do plano

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Ler estas metas e entrar numa escola pública de Alagoas para trabalhar todos os dias é algo tenebroso. Os docentes e funcionários da rede estadual de ensino vivem uma rotina de caos, medo, tráfico de drogas, estruturas em desabamento, falta de professores, violência, evasão escolar e muito mais. Não à toa, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Alagoas (Sinteal), Maria Consuelo Correia, afirma que Alagoas está muito aquém em todas as metas estabelecidas. Há, de fato, um abismo imenso entre a vida real e os objetivos imaginados do Plano Nacional de Educação para se alcançar entre 2011 e 2020. Para citar apenas algumas das metas, Consuelo afirma que a meta 1, de universalizar até 2016 o atendimento escolar de 4 a 5 anos, está muito longe. ?Já estamos no meio de 2014, mas a gente não vê a construção de escolas. Só na parte alta de Maceió, são 11 mil sem ter onde estudar. Temos três a quatro escolas prontinhas para a educação infantil, mas sem funcionar porque faltam professor e mobiliário há dois anos?. Uma das escolas a que ela se refere não tem sequer nome e foi construída no conjunto popular Santa Maria, no local da antiga Cidade de Lona, no Eustáquio Gomes. A obra foi inaugurada há dois anos e abandonada. Os móveis nunca chegaram, os professores idem, então os vândalos tomaram conta. Já foi reformada duas vezes, mas largada de novo. Hoje, serve apenas de local de aventuras para crianças alheias ao perigo, abrigo para viciados em drogas e esconderijo para bandidos.

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