Cidades
Transportes clandestinos viram alternativa para maceioenses
Em busca de agilidade e de um pouco mais de conforto, uma parcela dos usuários de transporte da capital alagoana tem optado por outros meios para se locomover. Os famosos táxis-lotação e os mototaxistas aparecem, ao mesmo tempo, como dor de cabeça para o poder público e como solução para pessoas como Luciana (nome fictício), que utiliza os dois serviços. Ela mora no Benedito Bentes, em um condomínio cuja guarita fica a um quilômetro de distância da avenida onde fica o ponto de ônibus em que desce. A opção pela moto ou lotação, para a vendedora, é uma questão de segurança. ?Tenho medo de assaltos, que vêm acontecendo quase todos os dias?, afirma. A escolha já pesa no bolso. ?Estou gastando muito com passagens?, diz. ?A vantagem é que a gente chega primeiro e ainda deixa o passageiro na porta do destino que quer chegar?, afirma o mototaxista Alexsandro Santana da Silva, que faz ponto numa praça do Centro. Os preços praticados, no entanto, são proporcionais à vantagem que ele alega. O valor mínimo cobrado é R$ 5. Se a viagem se estender até localidades mais distantes, como Benedito Bentes e Eustáquio Gomes, o cliente terá que desembolsar entre R$ 30 e R$ 35. Eles chegam em 25 ou 30 minutos. No horário de pico, de carro, o mesmo trajeto costuma ser feito em mais de uma hora e meia. Messias Ferreira, de 35 anos, diz que o movimento anda fraco, mas que, mesmo assim, não falta clientela. Ele é procurado por pessoas com perfis variados, mas os maiores utilizadores do serviço são aquelas que têm pressa de chegar a um compromisso e sabem que o perderia se fosse enfrentar o trânsito caótico da capital. No momento, ele conta que tem faturado de R$ 40 a R$ 50 por dia. A atividade de mototaxista ainda não é regulamentada em Maceió e não há previsão para a votação de três projetos de lei que versam sobre o tema. A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) tem concentrado esforços no combate aos táxis-lotação, o que não quer dizer que a fiscalização aos motoqueiros tem deixado de ocorrer, apesar de em menor intensidade.