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H�bito � caracter�stico dos jovens

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A pesquisa sobre uso indiscriminado de medicamentos, realizada pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ) traçou o perfil dos brasileiros que se automedicam e descobriu os hábitos desses indivíduos que ingerem remédios sem procurar a orientação de um médico ou farmacêutico. Homens e mulheres apresentam índices semelhantes de automedicação. Para os homens o percentual é de 76,7% e entre as mulheres de 75,1%. O dado que mais chamou a atenção do diretor do estudo, Marcus Vinícius, foi a faixa etária dos indivíduos que afirmaram automedicar-se. ?O perfil das pessoas que mais consomem remédios sem orientação surpreendeu o instituto. A ideia de que os idosos são encontrados com facilidade no balcão da farmácia foi totalmente desconstruída. Esse hábito é característico dos jovens, que o fazem de forma consciente, usando muitas vezes a internet para pesquisar medicamentos que resolvam seus sintomas. Também nos surpreendemos com o nível de escolaridade e a classe a que pertencem esses usuá rios?. Segundo os dados coletados, os consumidores de remédios sem a prescrição médica estão na faixa etária de 16 e 24 anos, que registraram 90,1%. As pessoas com mais de 56 anos somaram 51,8%. A automedicação também está relacionada ao grau de instrução e renda dos brasileiros. Quanto maior o nível de ensino e de renda, maior é o índice de autoconsumo de medicamentos. Hallenne Rodrigues é farmacêutica há 15 anos e trabalha em uma farmácia situada no bairro do Benedito Bentes desde que a unidade foi inaugurada, há mais de um ano. ?Todo dia aparece alguém sem receita médica, determinada a comprar um medicamento que já usou, ou foi indicado por outra pessoa. A justificativa deles é que é difícil marcar uma consulta médica, que nos postos de saúde não tem médico e que não podem esperar tanto tempo para se medicar. Os jovens chegam ao balcão da farmácia, fazem o pedido e não escutam muita orientação?, relata. Hallenne diz que realiza um trabalho de conscientização todos os dias, conversando com os clientes da farmácia e esclarecendo a importância de ser orientado antes de escolher um medicamento para consumo. E alerta as pessoas da comunidade para possíveis reações, dependendo do tipo de medicamentos que elas optam por consumir.

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