Cidades
Invas�o derruba vendas nas lojas
Lojistas e camelôs são dois lados da mesma moeda. Quando um está para cima o outro está para baixo. Ambos disputam o mesmo espaço e a clientela que passa pelo calçadão, com uma diferença: os donos de loja pagam impostos, funcionários, encargos trabalhistas e uma série de despesas. A guerra entre os dois setores é antiga e marcada por muita tensão, ao ponto do presidente da Aliança Comercial, José Olinto, afirmar que já passou uma época recebendo ameaças todos os dias. ?Já disseram até que iriam tocar fogo na minha loja porque eu queria expulsar os camelôs do Centro, mas agora a solução do problema está descentralizada e eu posso ficar mais tranquilo?, diz. Olinto se refere à criação de uma Comissão Administrativa do Centro, formada pela Secretaria Municipal do Trabalho e Economia Solidária (Semtabes), Câmara de Vereadores, Aliança Comercial, Clube de Dirigentes Lojistas (CDL), Associação Comercial e Polícia Militar. Esta comissão já criou um plano de ação para a retirada dos camelôs que, segundo Olinto, está prestes a ser colocado em prática. ?Só falta a data, mas provavelmente deve ficar para depois da Copa?, supõe o presidente da Aliança Comercial. ?Mas deixe claro aí na matéria, por favor, que este é um movimento encabeçado por essa comissão, não por mim?, apela o lojista.