Cidades
Residencial n�o disp�e de servi�os essenciais
A ordem de serviço para construir as 1.923 casas do Conjunto Residencial José Aprígio Vilela, no Benedito Bentes, foi assinada em 18 de agosto de 2010 e não se imaginava que a conclusão do empreendimento fosse tão demorada. Destinadas à população com renda mensal de até três salários mínimos inscrita no Programa Minha Casa, Minha Vida, a obra foi uma parceria entre governo federal e estadual, executada por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), em parceria com a Caixa Econômica Federal (CEF). Os moradores não reclamam da casa. Cada unidade habitacional possui sala, cozinha, banheiro, dois quartos e uma área de serviço, totalizando cerca de 41m² de área construída. As famílias, muitas advindas de condições de moradia desumanas, estão contentes de ter um teto sob suas cabeças. Mas a falta de uma área de lazer, as condições do transporte público, a coleta de lixo, a iluminação pública, o policiamento e a acessibilidade têm deixado a desejar. O aposentado Cícero dos Santos, de 56 anos, tem duas netas de 3 e 11 anos e reclama um local adequado onde elas possam brincar. ?Perto da casa onde estou morando, tem uma área que seria para a construção de uma praça. Lá não tem nada, está vazia. Minhas netas não estão estudando e, sem ter onde brincar, passam o dia em casa?. O policiamento é uma das reclamações de Maria do Socorro. Muitos estão colocando grades nas portas e janelas da casa, segundo a moradora, por causa da insegurança. ?A maioria das pessoas que moram aqui saem de casa cedo para trabalhar e voltam tarde, e a casa fica fechada o dia todo. Como o posto da polícia fica no começo do conjunto e aqui tem muitas ruas, os moradores têm colocado grades para reforçar a proteção da casa. Eu ainda não fiz o mesmo por falta de dinheiro?, relata.