loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Solu��es apresentadas pela prefeitura n�o surtem efeito

Ouvir
Compartilhar

A ocupação desordenada de camelôs no calçadão do comércio virou um jogo de puxa e encolhe, nos últimos anos, na Prefeitura de Maceió. As soluções paliativas apresentadas ?aos bolos? não surtem efeito e os vendedores que precisam faturar voltam a invadir áreas proibidas. Para piorar, o controle da SMCCU praticamente não existe, o fiscal faz que não vê e dá uma de ?João sem braço?, já que convive diariamente no mesmo espaço que os camelôs. Três exemplos mais recentes do problema que se transformou numa espécie de esculhambação institucionalizada são: o Shopping Popular construído próximo à Praça Deodoro, o estacionamento alugado pela Prefeitura e a rua interditada no acesso à Praça dos Palmares. Quem foi transferido para o tal shopping está falindo e volta para o calçadão. O estacionamento que custa R$ 40 mil por mês ao município está vazio e a rua que foi evacuada após uma mega operação da prefeitura voltou a ser ocupada. O comerciante Aurino Manoel Ferreira, o ?Tatá?, coloca o chapéu de cangaceiro que vende na cabeça, cruza os braços, faz cara de mau e desafia qualquer político a colocar os pés no Shopping Popular. ?O que vier vai ter que se ver comigo?, ironiza o vendedor que fez ponto na Praça dos Palmares há 40 anos, foi transferido para o shopping e amarga prejuízo porque o movimento de clientes e as vendas caíram 95%, segundo ele. A desilusão é ainda maior quando vê outros camelôs no seu antigo ponto ou dentro do calçadão. ?Quem está por lá vende, quem está aqui já morreu. Se não tirar o pessoal do calçadão, a gente quebra, os clientes não querem vir aqui, reclamam que não tem estrutura, que é quente, é ruim, o resultado você vê aqui ao redor: as portas das lojas fechadas porque todo mundo foi trabalhar no calçadão?, afirma.

Relacionadas