Cidades
Servidores mant�m greve e s�o criticados por alunos
Estudantes do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) ainda não entenderam o motivo da greve que já dura 44 dias, mas os professores e funcionários mantêm a paralisação por tempo indeterminado. Reunidos no campus de Maceió, ontem pela manhã, os servidores federais decidiram seguir com a mobilização. ?A gente luta por educação pública federal de qualidade?, explica o vice-presidente do Sindicato dos Servidores do Serviço Público Federal da Educação Básica e Profissional em Alagoas (Sintetfal), Hugo Brandão. Enquanto o auditório do curso de Edificações ficou lotado durante a assembleia que debateu a greve, dezenas de estudantes ociosos se espalhavam às sombras das árvores do Ifal (antigos Cefet e Etfal). ?Nós não sabemos o que essa greve está reivindicando, chateia porque é desorganizado. A greve é importante para a sociedade, é uma reivindicação, eu seria a favor de uma greve, se tivesse um foco, uma organização, mas não é isso que está acontecendo?, lamenta a estudante de Química, Ana Paula Gomes. O colega dela, Igor Daniel, é mais direto. ?Sou contra a greve porque prejudica o nosso calendário escolar. A data do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) não vai ser adiada?, opina Igor. O estudante do 3º ano de Química, Carlos Arroxelas está em dúvida. ?Temos que entender que os professores estão lutando pelo direito deles, mas a gente ainda nem sabe se vai ter reposição de aulas. A gente tem receio de perder o ano letivo?, argumenta Carlos. Por outro lado, a integrante do Diretório Acadêmico de Gestão Ambiental e do Comando de Greve Estudantil, Estefany Adaís, afirma que a maioria dos alunos não só apoia, como considera a greve um avanço para o Ifal. ?Como o governo não quer negociar, a única forma de conseguir avanços é com mobilização, com luta?, argumenta.