Cidades
Funcion�rios da Comag recusam proposta de 5%
Trabalhadores da Companhia de Abastecimento e Agricultura (Comag) se reuniram, na manhã de ontem, no ginásio de esportes do Colégio Batista, para discutir a proposta do governo do Estado de receber apenas 5% do valor das dívidas trabalhistas acumuladas por planos econômicos Bresser, gatilhos e Urps. A categoria tem até o dia 17 para decidir se aceita a proposta, assinando um termo de adesão, mas o advogado da categoria, Gustavo Eugênio Silva, definiu que a atitude do governo é de coerção, trazendo insatisfação aos trabalhadores. ?Sou advogado de dois processos e não aceitamos essa proposta de 5% para quitar débito trabalhista, fizemos outra para o pagamento de 15% do valor do débito, que estamos tentando negociar?, disse Gustavo, ao destacar que o governo tem recursos suficientes para efetuar esse pagamento, decorrente de negociação dos títulos e da rolagem da dívida pública. Explicações Segundo as suas explicações, a coerção existe porque, a partir do momento em que o funcionário assinar o termo de adesão, terá de imediato, conforme anunciou o governador, o repasse dos valores do dissídio coletivo implantado no salário, seguindo uma tabela de aumento salarial. ?Se pelo menos o governo pagar essa insignificância a quem assinar o termo de adesão, garantindo a estabilidade no emprego por um período de cinco anos, quando prescreve qualquer ato jurídico, poderíamos até pensar nessa possibilidade, mas ninguém garante que ele não demita esse pessoal depois?, falou Gustavo. A Comag tem 433 trabalhadores, dos quais 320 na ativa.