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Manifestantes fecham via e Bope � acionado

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Com pouco mais de 20 horas de inauguração, a Avenida Josepha de Mello, construída com recursos da Prefeitura de Maceió e da iniciativa privada para ligar o Barro Duro à Cruz das Almas, foi palco de confrontos entre a polícia e manifestantes na manhã ontem. Inconformados com a falta de conclusão das obras na Travessa Fred Stone, localizada no Sítio São Jorge, moradores do Campo do Tégio fecharam os dois sentidos da avenida com a queima de pneus, plásticos e troncos de árvore. ?Como é que o Rui Palmeira [prefeito] faz uma pista bonita dessa e nos deixa na mão?!?, protestou Robevânia Alcântara, moradora do Tégio há mais de 10 anos. O fogo se alastrou. A fumaça pôde ser vista de longe. Mas o helicóptero da Polícia Militar sobrevoou o bloqueio por várias vezes e logo conteve as chamas com a ventania produzida pelas hélices. Por um momento, a confusão parecia ter sido desfeita. Os manifestantes ficaram impressionados com o recurso da PM e registraram a performance com câmeras de celular. Mas, de repente, a gritaria começou. Os moradores corriam em uma única direção. ?A gente vai trancar tudo agora lá na Juca Sampaio?, informava a moradora do Campo Tégio há 16 anos, Rita Gonçalves. Questionada sobre o objetivo da maratona, ela contou: ?Nosso objetivo é acionar o gerenciamento de crise [da PM] para negociar e firmar um acordo com o prefeito. Mas o desejo de Rita não foi realizado. Em vez do gerenciamento de crises da PM, chegaram nada menos que 20 homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) em cinco viaturas, ostentando armas e aparatos de segurança, como máscaras e escudos. ?Vocês têm no máximo cinco minutos para liberar a via?, ordenou um dos homens do Bope. Os moradores pediram diálogo em uma só voz, mas as balas de borracha e bombas de efeito moral foram arremessadas sobre a multidão, e poucos continuaram na zona de confronto. Os que ficaram, jogaram pedras. O Corpo de Bombeiros esteve no local, mas disse que ninguém ficou ferido, o que não foi confirmado por Edvânia Laurentino, que estava passando de moto pela avenida e disse que foi atingida de raspão por uma cápsula de gás lacrimogêneo.

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