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Moradores cobram medidas contra moinho

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Os moradores da Vila Nossa Senhora do Carmo, no bairro do Poço, em Maceió, estão inconformados. Ontem, o acidente com um dos quatro silos do Moinho Motrisa, que fica ao lado das residências, completou 90 dias. Após o desastre, que ocasionou o rompimento do depósito de grãos de trigo, as pessoas tiveram que deixar suas residências e passaram a morar ou na casa de parentes ou de aluguel. Para ajudá-los, no que eles chamaram de batalha por justiça, os moradores acionaram o Ministério Público Estadual (MPE), na manhã de ontem. A Vila tem 26 residências. Telma Cedrim, é uma das moradoras. Ela vive no local há 42 anos. O maior desejo é voltar para casa e retomar a vida do ponto onde parou antes do acidente. ?Tá tudo sendo destruído. Meus móveis estão cobertos de poeira, as paredes cheias de infiltração, o cupim tomando de conta da madeira. Eu preciso retornar para cuidar do que é meu?, diz indignada. Os moradores estão revoltados com a falta de respostas por parte do Motrisa. Eles disseram que a única assistência prestada pela empresa é o pagamento do aluguel das casas que estão morando. Mesmo assim, revelam que em alguns casos há atraso. ?Tem morador que está há 17 dias sem o aluguel ter sido quitado. É uma humilhação. Exigimos uma solução para o nosso problema?, cobra Telma.

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