Cidades
Sa�de intensifica busca de casos de hansen�ase
O crescente número de casos de hanseníase em Maceió tem feito a Secretaria Municipal de Saúde reforçar as ações de detecção da doença. Só este ano foram notificados 167 novos registros de hanseníase. Na avaliação da coordenadora do programa de Combate à Hanseníase, Quitéria Vânia Barbosa, a principal causa do aumento de casos é a falta de informação. ?A população ignora os primeiros sinais da doença e até mesmo alguns médicos se confundem no diagnóstico?, revela. A hanseníase é de fácil diagnóstico, na opinião da coordenadora, e tem cura. Os sintomas iniciais são manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele, semelhantes a pano branco ou impigem, que podem surgir em qualquer parte do corpo e, com o tempo, comprometem, também, os nervos, provocando deformações na área atingida. ?A mão, por exemplo, pode ficar em forma de garra, dificultando as atividades cotidianas, como escrever?, explica Quitéria Barbosa. O tratamento de hanseníase dura de 6 a 12 meses, de acordo com o grau de complicação da doença. A hanseníase já era registrada há 600 anos a. C., e era atribuída a castigo divino. Só um milagre de Jesus livrava o doente do mal. Ainda hoje, a hanseníase é cercada de preconceitos e discriminação. A transmissão se dá por meio da pele, secreção ou espirro do doente. Já no começo do tratamento, de acordo com Quitéria Barbosa, o risco de contágio diminui. Para combater a hanseníase, a secretaria está usando os agentes de saúde. Nos contatos que realiza casa a casa, eles estão preparados para identificar possíveis casos e orientar as famílias a buscar atendimento médico nas unidades públicas de saúde. Estão habilitados para o tratamento o Hospital José Carneiro, o Hospital Universitário, PAM Bebedouro, unidades de saúde José Araújo Silva, Graciliano Ramos e PSF São Jorge.