Cidades
Crescem casos graves de dengue
Desde 2013, a dengue clássica ? aquela em que os sintomas são mais brandos ? tem recuado em Alagoas, porém, seguindo na contramão dos números, os casos mais graves da doença subiram perigosamente 150% no estado e são os que mais preocupam as autoridades de vigilância epidemiológica. A incidência de infestação do mosquito transmissor é outro motivo de inquietação dos que lidam com as endemias. Maceió e a maioria dos municípios do Agreste e do Sertão estão altamente povoados pelo Aedes aegypti. Em algumas localidades, principalmente na área nobre da capital, o índice passa de 7%. O desejável, conforme preconiza o Ministério da Saúde, é de até 1%. E os esforços das secretarias de Saúde parecem remar contra a correnteza. Enquanto campanhas nos meios de comunicação são veiculadas, palestras são ministradas e os agentes intensificam as visitas aos domicílios para orientar a sociedade, boa parte da população não se conscientiza de que simples cuidados domésticos podem evitar a proliferação do mosquito e a consequente transmissão da dengue. Parece até mentira, mas muita gente ignora as recomendações e esquece recipientes dentro e fora de casa. Basta uma simples garoa ou uma gota de água ali para servir de criadouro do vetor.