Cidades
Postos da Adeal est�o abandonados no interior
Maragogi ? Carência de servidores, falta de material de expediente, viatura e computador quebrados. Essa é a situação do posto da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) em Maragogi, Litoral Norte do Estado. Uma redefinição proposta pela Gerência de Barreiras vai reduzir ainda mais o número de funcionários das unidades de Maragogi e de Palmeira dos Índios, no Agreste. Na avaliação dos fiscais agropecuários ouvidos pela Gazeta de Alagoas, as mudanças em curso ? já anunciadas em reuniões ? comprometerão ainda mais a missão da Adeal: impedir e/ou retardar ao máximo a disseminação de doenças e pragas que possam constituir ameaças à agropecuária e gerar prejuízos econômicos ao Estado. Ontem de manhã, apenas um servidor trabalhava no posto da Adeal de Maragogi, à margem da AL-101 Norte, quando o correto seria a presença de dois funcionários. Situado no município com o maior número de assentamentos da reforma agrária no Estado (22), o posto ? localizado nas proximidades da divisa com Pernambuco ? atua na fiscalização do que entra e sai de Alagoas: animais e vegetais. Dos transportadores são exigidas a Guia de Transporte Animal (GTA) e a Permissão de Transporte de Vegetais (PTV). Mas, se algum condutor furar o bloqueio, o fiscal não terá como interceptá-lo e aplicar multa. A única viatura está quebrada há mais de 15 dias. Os procedimentos burocráticos são feitos em formulários e levados para a sede em Maceió porque o único computador do posto da Adeal em Maragogi encontra-se quebrado há dois meses. ?A gente junta toda a papelada e, no fim do mês, leva tudo pra Maceió?, revelou o fiscal agropecuário Eugênio Francisco de Souza.