Cidades
Moinho � acusado de coagir fam�lias
Após o desabamento, vem a pressão. Pouco mais de três meses depois que toneladas de concreto e trigo caíram próximo de suas cabeças, os moradores da Vila Nossa Senhora do Carmo e comerciantes da região aumentam as queixas contra o Moinho Motrisa. As principais vítimas do acidente que destruiu casas, carros, interditou a Avenida Comendador Leão, estremeceu o bairro do Poço e deixou cinco feridos denunciam que estão sendo pressionadas a deixar os imóveis alugados pela fábrica. Para estas famílias, a coação estaria partindo de representantes da empresa. ?Os pagamentos dos aluguéis estão atrasados e o moinho quer que a gente volte a morar na vila, mas até agora o laudo técnico (com os motivos do acidente e possíveis riscos) não foi feito. Quem garante que não pode desabar de novo??, indaga a autônoma Telma Cedrim. A assessora do escritório advocatício que representa a comunidade, Kátia Lanuzzia, informa que o moinho não só parou de pagar os aluguéis, como está enviando comunicados por escrito e mantendo contato com os moradores ?pressionando? para que eles saiam das casas alugadas ou assinem um novo contrato com os proprietários dos imóveis assumindo as despesas. O escritório representa 45 clientes nesta ação, entre pessoas físicas e jurídicas. Cerca de 30 famílias residem na vila. Diante deste novo abalo, uma série de perguntas continuam sem repostas. ?O que a gente mais clama é por um laudo técnico. Por que aconteceu o acidente? O que motivou? Os outros silos podem cair ou não? Ainda existem riscos??, questiona Fredson Jorge, morador da vila e dono de uma empresa em frente ao moinho, na Avenida Comendador Leão.