Cidades
Travessa � tomada por buracos e pedras
A aposentada Eurides Almir da Silva tem uma tristeza toda vez que abre a porta de casa: ?A nossa rua foi para o beleléu?. Ao olhar para o calçamento espalhado ladeira abaixo pela Travessa Coronel Paranhos, no Jacintinho, ela se angustia por ter que deixar o marido cadeirante preso dentro de casa: ?É impossível sair com ele na cadeira de rodas, não tem quem consiga?. A proliferação de buracos e pedras equipara a rua a uma tábua de pirulitos das antigas. O inverno nem é tão rigoroso, mas a travessa sofre com os efeitos da chuva, assim como em vários pontos da cidade que começam a ser atacados por erupções subterrâneas provocadas por entupimentos na rede pluvial ou de saneamento. O comerciante Daniel dos Santos afirma que a derrota do calçamento público é proveniente de uma chuva que caiu ainda no dia 2 de maio. ?A galeria estava entupida, a chuva veio e arrastou tudo. De lá para cá, já reclamamos em várias reportagens, mas a prefeitura até agora não apareceu, nunca veio até aqui?, reclama Daniel. Para o aposentado Aluízio Gomes da Silva (marido da dona Eurides), só resta passar os dias trancafiado na sala de casa, um cubículo de dez metros quadrados. ?É uma vergonha um negócio desse, os moradores ainda arrumaram algumas pedras, mas elas terminam saindo do lugar de novo, não tem quem passe por aqui, as pessoas com mais idade podem levar uma queda e, para as crianças, também é o maior perigo?.