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Pais para todas as horas

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Histórias de cumplicidade, superação e algumas até de heroísmo. Hoje é o Dia dos Pais, uma oportunidade que os filhos têm de demonstrar todo o carinho e amor que sentem pela figura masculina mais importante do lar. Distantes, sisudos, alguns mais modernos, outros nem tanto, presentes, ausentes. Enfim, há pais para todos os gostos, mas somente um elo permanece entre eles e os filhos: o amor. ?Ele é o meu herói?. Assim o garçom David Cabral classifica o pai, o comerciante Damião Honorato da Silva. E ele diz ter vários motivos para pensar assim. Como uma criança levada que foi, nunca deixou de causar preocupação, porém, nunca saiu da linha e faz questão de ressaltar que não ?virou um vagabundo? pelos conselhos e correções que teve do pai. Sempre com as finanças no limite e sem emprego fixo, Damião diz que se virava para não deixar faltar o alimento na mesa dos filhos e da esposa. Com um carrinho onde vendia doces e salgados, ele conta que percorreu distâncias absurdas para conseguir o sustento. Quando David tinha 6 anos, um fato heroico marcou a vida dessa família, moradora da Rua Pau d?Árco, no bairro do Feitosa, em Maceió. Talvez nem os vizinhos saibam o quanto esse filho é grato ao pai. ?Meu pai estava desempregado já há um tempo e, para a gente não passar ainda mais necessidade, ele trabalhava como ambulante. Chegou um circo no bairro e ele colocou uma banquinha para vender pipoca, confeito, picolé e outras guloseimas. Em uma determinada noite, eu fui brincar perto do local onde ele estava vendendo e terminei caindo, sofrendo um corte muito profundo, um pouco abaixo do joelho. Corri para casa, sem que o meu pai visse, e me tranquei no banheiro. Minha mãe viu o rastro de sangue e derrubou a porta do banheiro. Quando ela viu a cena, mandou chamar o meu pai que, sem pensar duas vezes, me colocou nos braços e me levou a pé, do Feitosa até o hospital Geral do Estado, no Trapiche?, relata David.

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