Cidades
Quando o amor e o respeito vencem o preconceito
?Tenho o pai Robson e o painho [referindo-se a Ruben]?. Dois pais e um filho. Essa situação é possível para o casal de cabeleireiros Robson Lessa e Ruben Bezerra. Juntos, eles adotaram o pequeno Guilherme José Lessa Bezerra quando ele ainda tinha dias de nascido. Agora, com 7 anos, o garotinho esperto e animado demonstra lidar bem com a adoção e com a convivência de um casal homoafetivo. Em relação à falta da figura da mãe, os pais dizem que buscam supri-la por meio do carinho da avó, da madrinha e da tia. Além disso, destacam a importância de falar toda a verdade para a criança. Entre o casal, Robson é o mais falante e Ruben demonstra um pouco de timidez. Porém, na hora de falar do filho, eles colocam um sorriso no rosto e os olhos brilham. ?Estávamos casados há sete anos e sentimos a necessidade de adotar uma criança para a família crescer. Fizemos o cadastro, não colocamos preferências por características físicas e esperamos a oportunidade chegar. Quando recebemos o chamado para ir ver o Guilherme, nos apegamos de cara?, relata Robson. Ele conta que o processo para a adoção é complicado ? e necessário, conforme avalia ?, mas que, ao fim, tudo deu certo e a criança foi levada para a casa dos dois. Robson lembra que conversou muito com o parceiro para saber como iria cuidar do bebê. ?O Ruben foi praticamente uma ?pãe?. Deixou de trabalhar no salão durante sete meses somente para acompanhar de perto e manter o contato direto com o nosso filho. Foi praticamente uma licença maternidade (risos). Eu nunca tive muito jeito para essas tarefas, porém fazia ? e sempre faço ? questão de acompanhar o crescimento do Guilherme?, diz.