Cidades
Juiz diz que superlota��o � uma fraude para exp�-lo
A crise envolvendo a transferência de presos da Central de Flagrantes, no bairro do Farol, para a Casa de Custódia, no Jacintinho, teve mais um capítulo polêmico, na manhã de ontem. O juiz da Vara de Execuções Penais, José Braga Neto, tratou como ?fraude? a superlotação da Casa de Custódia. De acordo com o magistrado, a situação teria sido criada pelo diretor da unidade, André Ribeiro, para sugerir que sua decisão de fixar a presença de até 25 presos na Central de Flagrantes teria sido equivocada. As declarações foram feitas à Gazetaweb. Ao tomar conhecimento das declarações do juiz, o diretor da Casa de Custódia justificou-se dizendo que, quando o magistrado determinou o número máximo de presos na Central, a Casa de Custódia estava com 101 presos. A situação teria sido flagrada pela imprensa, OAB e a Defensoria Pública. Ele negou que tivesse montado qualquer situação para expor o juiz. MUTIRÃO Alheia à polêmica, a Defensoria Pública trabalhou durante todo o dia de ontem para amenizar a situação e viabilizar a transferência ou soltura dos presos em flagrante. Conforme explicou o defensor Calos Monteiro, que integra o Núcleo Criminal, onde existe a sessão de flagrante, o levantamento dos casos e o respectivo encaminhamento à Justiça ocorre diariamente. ?Já fazíamos isso, mas não era dada publicidade. Mas, para não restar dúvidas, realizamos um levantamento e encaminhamos os pedidos à Justiça, priorizando, para essa situação emergencial, os casos de flagrantes para crimes de menor potencial, a exemplo daqueles cujas penas são inferiores a quatro anos de reclusão?, explicou o defensor, lembrando, entretanto, que o trabalho do órgão é para todos os casos.