Cidades
Moradores devem voltar em breve
Cinco meses após a ruptura de um dos silos do Moinho Motrisa, na Avenida Comendador Leão, bairro do Poço, em Maceió, o município ainda analisa a documentação encaminhada por especialistas contratados pela empresa para decidir sobre a liberação da Vila Nossa Senhora do Carmo. No local, 27 casas continuam interditadas desde o acidente. Os laudos foram encaminhados, inicialmente, para a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec). Entretanto, por não ter competência para analisar a documentação, o órgão repassou-a para a Superintendência Municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU). Ontem, a Gazeta apurou que os documentos estão sendo analisados por engenheiros do órgão, mas sem prazo definido para um posicionamento oficial. No entanto, isso é uma esperança para as famílias que foram desalojadas repentinamente. Na próxima semana, a SMCCU deve fornecer detalhes sobre quais serão os próximos passos do processo. Por telefone, a advogada Andreia Maranhão, que representa a empresa, informou que os laudos encaminhados para análise são conclusivos e favoráveis ao retorno das famílias. ?Apresentamos todos os relatórios para mostrar que os dois cilos que restaram, vazios como estão, não oferecem novos ricos. Ao todo, são três laudos, que apontam o que provocou o problema anterior e confirmam que o local pode voltar a ser ocupado?, explicou Andreia. Desde que teve acesso aos dados, a empresa tentou suspender os pagamentos dos alugueis das pessoas que foram desalojadas. Entretanto, os moradores contestaram a medida na Justiça para não ficarem, mais uma vez, sem ter onde morar. De acordo com o que apurou a reportagem são várias as situações.