Cidades
Chineses invadem com�rcio de Macei�
Os estrangeiros ?invadiram? o comércio de Maceió. Imigrantes chineses e africanos buscam, cada vez mais, espaço na preferência dos consumidores alagoanos e chamam a atenção de quem vai às compras. A Aliança Comercial contabiliza 19 lojas que vendem produtos de procedência da China; outras sete pastelarias de donos orientais também se instalaram na região, somando 26 estabelecimentos. Os artigos destas lojas são conhecidos por serem mais baratos, de procedência duvidosa e sem garantia alguma, impedindo uma possível troca, caso algum problema na peça seja constatado. É uma nova configuração de varejo. Cerca de 20 africanos, que podem estar vivendo de forma ilegal em Alagoas, segundo a Polícia Federal (PF), também estão espalhados pelo Centro. Em cada esquina do calçadão é possível enxergar pessoas com os olhos puxados, assim como os homens negros, de sorriso fácil e que vendem bugigangas. Mesmo sem entender quase nada do idioma, eles estão aventurando e buscam atrair a clientela. Desconfiados por natureza, os chineses demonstram um certo desconforto sempre que um ?estranho? se aproxima para uma conversa. Aos poucos, eles estão tomando conta de uma parcela do comércio interessada em produtos a baixo custo e de utilidade temporária, a exemplo de objetos portáteis. As lojas são repletas de artigos made in China, que enchem os olhos e pesam pouco no bolso do consumidor. Talvez esse seja o motivo de tanto sucesso. Os camelôs de Maceió têm nos chineses um suporte na hora de comprar os produtos. É a eles que os ambulantes recorrem para comprar mercadorias a preços mais baixos e, depois, revenderem mais caro. Geralmente, a empresa dos chineses é administrada pela família, com os pais e os filhos envolvidos diretamente no negócio. Um fica no caixa e fala pouco com os clientes. A primeira coisa que aprendem aqui é a moeda, para não se atrapalharem na hora de passar o troco e receber o valor exato da mercadoria.